



Acontece neste sábado, 21 de novembro, no teatro do SESC, às 20h30 o projeto RESISTÊNCIA que abordará, num primeiro momento, os caminhos de nossos afro-descendentes e, na segunda parte uma gauchada na Espanha.
Larry Wisnievsky, Cláudio Joner, Schimo, Mó e Clarice, a professora Débora Evangelista, o secretário de cultura Ângelo Zenni, Careca e Darlan Ortaça, Grupo de Teatro Ativar, Ibirá e grupo de Capoeira...enfim, muita história pra contar, música para se ouvir, tinta pra pintar, teatro para encenar e capoeira pra se jogar!
RESISTÊNCIA – 4 ANOS DE CULTURA E COMPORTAMENTO EM SANTA ROSA!
SÁB – 21 NOV – 20h30 – TEATRO DO SESC – ENTRADA GRATUITA
Produção: Grupo Resistência - Dez, Áudio, Música e Letras
Promoção: ARTE SESC

Galera do terceiro mundo chegou no Vale do Silício. Sei lá... vai que vocês queriam saber. Eu achei a foto demais! Aqui vai a matéria
Para isso fazer sentido, tem duas postatens anteriores.
Quando falo de um preparo intelectual mínimo estou garantindo a livre possibilidade de alternativas diferenciadas para esse aperfeiçoamento. Ou seja, os conceitos de “preparo” ou mesmo “especialização” não têm aqui um caráter regulatório. A especificidade, reclamada por alguns setores protecionistas, não é sinônimo de especialização. Muito pelo contrário, é seu antagonismo. Diferente do que pretendem os sindicalistas profissionais – e esses precisam, por sua vez, serem separados dos profissionais do setor –, o caráter regulatório é o principal empecilho para veículos de comunicação heterogêneos. Isso acaba limitando a função social dos veículos na sua essência.
Qualquer medida regulatória é inconstitucional e, mais que isso, atinge diretamente a espontaneidade de crescimento intelectual de cada profissional. Essa qualidade individual deveria ser condição necessária para se habilitar a uma vaga no setor. A sensibilidade para buscar esse tipo de gente deve ser da administração dos veículos. Colegas de todas as áreas, principalmente da radiodifusão, não devem estar preocupados em buscar melhorar seu preparo profissional por medo de perderem seus empregos. No sentido contrário, também não devem pensar que uma informação adquirida a toque-de-caixa pode substituir uma intenção honesta e natural de buscar conhecimento permanentemente para poder entrar no mercado de trabalho das emissoras. Informações específicas são bem vindas em profissões técnicas e devem passar longe de trabalhos intelectuais.
Não vejo alternativa para as rádios do interior fora do âmbito administrativo. O concessionário precisa se dedicar a esse problema e envolver todos os setores. O processo passa inclusive pela distinção clara entre o que é comercial e jornalismo. Esses departamentos são fundidos, na maioria das pequenas emissoras. Os locutores vendem, produzem e apresentam seus programas sem nenhum compromisso com aquilo que é levado ao ar. A competição e o desgaste desse processo são inenarráveis. Só quem passou pelo setor para ter dimensão da quantidade de problemas e atritos diretos entre colegas.
Falta de profissionais, falta de preparo, falta de aparato logístico de apoio. Não estou aqui para solucionar isso. Todas as minhas observações são projetadas na tentativa de chamar a atenção para um problema constatado por qualquer ouvinte no dial.


No começo da semana, cometei a Feira do Livro de Pelotas. Agora, acabo de voltar do evento de mesmo caráter realizado em Porto Alegre. Não vou comparar. É bobagem. Diferente demais. Aqui, a presença da maioria dos veículos de comunicação recebe destaque expressivo e permanente. Praticamente, todos os grandes veículos têm seu lugar. Isso, apesar da assessoria de comunicação da feira estar fechada no momento em que passei por lá. Há ainda um espaço bem organizado para orientações ao público. O balcão de informações andava bastante movimentado.
Os livros vendidos em escala marketeira mega-industrial, claro, são aqueles que mais ocupam espaço nas prateleiras. Vampiros, bruxas e doendes ainda vendem mais que bilhete de loteria. Paciência. Antes o pior livro que a melhor novela das oito. Mas, os escritores da cidade são bastante valorizados, também. Tenho um professor pelotense que identifica esse fenômeno como “clubinho de Porto Alegre”. Ele argumenta que aqui não se produz literatura. “É tudo bairrismo”, diz o dinossauro. Tá bom. A velha briga Pelotas-Porto Alegre não interessa agora.
A galeria de livros internacionais recebia um público considerável. E eu adorei. Vários consulados com livros de qualidade produzidos em italiano, francês e inglês. Pena que os preços são mais caros que na internet. Um dicionário de verbos em francês, por exemplo, custa R$ 36. Na compra on line, o mesmo livro sai por R$ 32 (com frete). Gosto muito da Feira do Livro. Mas prefiro do meu bolso.
Aqui em Porto Alegre, existe um espaço reservado para as crianças é sempre bom. Encontrei várias obras para molecada. Gostei muito de uma coleção chamada Filosofinhos (Tomo Editorial). Vários nomes importantes da história do pensamento ocidental são retratados de uma perspectiva lúcida. Ainda por cima os livrinhos são ilustrados e... rufem os tambores: bilíngues! Descartes, Kant, Freud, Marx e muitos outros intelectuais são retratados pela coleção. Cada livrinho custa R$10.
Mesmo com a chuva desta tarde, o calor não permitiu que as pessoas ficassem em casa. O termômetro não deu folga: 35°C. O movimento tornou essa sexta-feira o dia mais significativo das vendas. Até agora, em média, cada barraca vendeu 115 livros por dia.
A Feira do Livro de Porto Alegre encerra no dia 15 de novembro. No site do evento está toda aquela programação pseudocultura que eu não tenho saco para discutir.